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Mãe indígena tem prisão preventiva convertida em domiciliar após atuação da Defensoria Pública

Atuação é por meio do projeto “Viva - Visita Interdisciplinar e Vínculo Afetivo: Transformando histórias do Núcleo Especializado de Assistência e Defesa ao Preso

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Ascom/ DPE-TO
24/04/2025 às 13h43
Mãe indígena tem prisão preventiva convertida em domiciliar após atuação da Defensoria Pública
Assistida estava presa em uma unidade penal no interior do estado.

 

Uma mulher indígena, mãe de uma criança menor de 12 anos com comorbidade cardíaca, conquistou o direito de cumprir prisão em regime domiciliar após atuação da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO). A Justiça atendeu ao pedido e reconheceu que a presença da mãe é imprescindível para garantir os cuidados diários e os acompanhamentos médicos especializados de que a filha necessita.

A assistida estava presa em uma unidade penal do interior do estado e foi atendida pela Instituição por meio do projeto “Viva - Visita Interdisciplinar e Vínculo Afetivo: Transformando histórias”, que promove atendimento jurídico e psicossocial às mulheres privadas de liberdade no Tocantins.

A atuação é das defensoras públicas Débora da Silva Sousa e Cristiane Souza Japiassú, coordenadora do Núcleo Especializado de Assistência e Defesa ao Preso (Nadep).

No processo, o Ministério Público do Estado também foi favorável ao pedido formulado pela Defensoria Pública, manifestando-se pela substituição da prisão por medidas cautelares diversas.

A decisão judicial determinou a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, com a imposição de condições, como o comparecimento mensal em juízo. O alvará de soltura foi expedido com a condição de que a acusada fosse imediatamente colocada em prisão domiciliar.

A decisão proferida nessa terça-feira, 22, baseia-se no artigo 318, inciso V, do Código de Processo Penal e no entendimento do Supremo Tribunal Federal no Habeas Corpus nº 143.641/SP.

Projeto Viva

Em fevereiro, também por meio do projeto Viva, duas mulheres do Tocantins, que são mães de crianças com idade inferior a 12 anos, conquistaram o direito de cumprir pena em regime domiciliar após atuação da Defensoria Pública (relembre clicando aqui: https://www.defensoria.to.def.br/noticia/com-atuacao-do-projeto-viva-maes-assistidas-da-dpe-to-poderao-cumprir-pena-em-regime-domiciliar)

As atividades do Projeto são realizadas pelo Nadep em conjunto com a Equipe Multidisciplinar, formada por profissionais da Psicologia, Serviço Social e Pedagogia.

Todas as unidades penais femininas do Tocantins são atendidas, sendo elas nas cidades de Palmas, Talismãs, Ananás e Miranorte.

Parceria

O Projeto foi lançado em 1º de setembro de 2023 na Unidade Penal Feminina de Palmas, em parceria com o governo federal, através do convênio nº 931371/2022, firmado entre a Defensoria Pública do Estado do Tocantins e a União, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

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