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DPagra oficia Segurança Pública do Estado para que tome medidas de proteção no quilombo Rio Preto

Defensoria Pública Agrária.

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Ascom/ DPE-TO
20/02/2025 às 17h47
DPagra oficia Segurança Pública do Estado para que tome medidas de proteção no quilombo Rio Preto
Defensora pública Kenia Martins quando esteve na comunidade, no início de fevereiro, junto com Sepot e outras instituições.

 

O Núcleo da Defensoria Pública Agrária e Ambiental (DPagra) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), oficiou nesta quinta-feira, 20, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) para que tome providências urgentes diante de novo episódio de violência ocorrido na Comunidade Quilombola Rio Preto. Conforme relatos da comunidade à Defensoria Pública, uma residência foi incendiada de forma criminosa nesta quarta-feira, 19, o que configura uma violação de direitos e um forte sinal de violência contra a comunidade.

“O fato agrava ainda mais a insegurança dos moradores e evidencia a necessidade urgente de intervenção efetiva por parte das forças de segurança do Estado para a proteção da comunidade e a apuração rigorosa dos crimes praticados”, destaca a coordenadora do DPagra, defensora pública Kenia Martins Pimenta.

No Expediente, a Defensoria Pública reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos fundamentais da população quilombola e se coloca à disposição para colaboração com esta Secretaria na busca por soluções que garantam a segurança e dignidade dos moradores da Comunidade Quilombola Rio Preto.

Acompanhamento e atendimento

Histórico

A comunidade quilombola do Rio Preto existe há aproximadamente seis gerações, conforme registrado em relatório produzido pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot). Apesar de todo esse tempo vivendo em seu território, a comunidade enfrenta grave conflito fundiário com fazendeiros que reivindicam a posse de alguns lotes.

A Defensoria Pública acompanha os conflitos fundiários que envolvem a comunidade desde 2023, por meio do Núcleo da Defensoria Pública Agrária e Ambiental e do Núcleo de Questões Étnico-Raciais e Combate ao Racismo. Na data de hoje, ambos os núcleos realizaram atendimentos às lideranças do quilombo.

Mesmo diante de decisão da Justiça, em 2023, que dá manutenção e reintegração de posse daquela área para a comunidade, há um descumprimento judicial e a comunidade continua sob ameaças e com várias situações de invasão de terras.

Em defesa

A Defensoria Pública tem feito um amplo acompanhamento e atendimento à comunidade. Entre os mais recentes está o atendimento realizado no início de fevereiro deste ano, oportunidade em que o DPagra esteve no quilombo rio Preto, juntamente com o secretário da Sepot, Paulo Xerente, e outros órgãos, para tratar das violências enfrentadas pela comunidade devido ao processo de disputa territorial.

Após a visita, no início do mês, o DPagra oficiou a Secretaria de Segurança Pública, enviando, inclusive, os Boletins de Ocorrência que foram registrados sobre as últimas ameaças.

No dia 13 de fevereiro último, a Defensoria Pública participou de uma reunião na Secretaria de Segurança Pública para mais uma vez cobrar providências do Estado quanto à segurança das famílias que moram no local.

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