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Ministério Público abre investigação contra Energisa após apagões, prejuízos e caos no fornecimento de energia em Palmas

APAGÃO EM PALMAS

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Dicom MPTO
29/05/2026 às 11h47 Atualizada em 01/06/2026 às 11h24
Ministério Público abre investigação contra Energisa após apagões, prejuízos e caos no fornecimento de energia em Palmas
Foto, Divulgação

Na capital, o registro recorrente de quedas e oscilações de energia elétrica nos últimos dois meses levou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a instaurar inquérito civil público para apurar possíveis violações aos direitos dos consumidores pela concessionária Energisa.  

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Entre os pontos que estão sendo investigados, estão interrupções frequentes no fornecimento, falhas na manutenção preventiva e corretiva da rede elétrica, demora no restabelecimento do serviço, lentidão para novas ligações e dificuldades enfrentadas pelos consumidores nos canais de atendimento da concessionária.  

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O inquérito foi instaurado pela 15ª Promotoria de Justiça da Capital, que requisitou à Energisa, no prazo de 15 dias, esclarecimentos detalhados sobre as causas das interrupções registradas na capital, apresentação dos indicadores de qualidade do serviço, comprovação de manutenções realizadas na rede elétrica e informações sobre os procedimentos adotados para ressarcimento de consumidores prejudicados por danos em aparelhos eletrônicos, entre outros. 

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Segundo o promotor de Justiça Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira, a energia elétrica é um serviço essencial, e sua prestação deve ocorrer de forma contínua, adequada, eficiente e segura. 

Ele  também chama atenção para o impacto da má prestação do serviço nos grupos considerados mais vulneráveis, como idosos, pessoas com deficiência e pacientes que dependem de aparelhos ligados à energia elétrica para sobrevivência. "A instabilidade no fornecimento compromete não apenas atividades econômicas e educacionais, mas também condições básicas de segurança e dignidade", destacou. 


O procedimento também investiga reclamações relacionadas à queima de aparelhos eletrodomésticos provocada por oscilações de tensão, além de prejuízos enfrentados por comerciantes de feiras cobertas e por unidades escolares municipais e estaduais que tiveram atividades interrompidas devido às falhas no fornecimento.  

Medidas adotadas

Além da Energisa, o MPTO expediu ofícios à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), à Agência de Regulação de Palmas (ARP), ao Procon estadual e municipal, além das Secretarias Municipal e Estadual de Educação e à Associação dos Feirantes e Ambulantes de Palmas.  

Aos  órgãos de defesa do consumidor, o MPTO solicitou dados sobre reclamações registradas contra a concessionária nos últimos dois meses, especialmente relacionadas a oscilações de energia, demora no restabelecimento do serviço e queima de equipamentos.  

As Secretarias de Educação e a Associação dos Feirantes foram acionadas para relatar os prejuízos enfrentados durante o período de instabilidade no fornecimento de energia.  

O procedimento de investigação busca reunir informações técnicas e relatos institucionais para verificar se houve descumprimento das obrigações legais e regulamentares por parte da concessionária responsável pelo serviço em Palmas.

Em nota enviada à reportagem, a Energisa se posicionou sobre o caso

NOTA

A Energisa reforça que atua em conformidade com as normas e diretrizes do setor elétrico, sob regulação e fiscalização permanente da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

A concessionária mantém seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados à população de Palmas, colaborando de forma técnica e institucional com os órgãos competentes sempre que necessário.

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