
OPINIÃO: Enquanto muitos empresários ainda estão preocupados apenas com vendas, juros altos e queda no consumo, uma mudança silenciosa já começou a impactar diretamente o comércio no Tocantins e no Brasil: a Reforma Tributária.
Muita gente acredita que esse tema interessa somente a contadores ou grandes empresas, mas a verdade é outra. A nova legislação vai alterar a forma de cobrar impostos, influenciar preços, mexer nos custos operacionais e exigir mais controle das empresas. Quem vende produtos ou presta serviços precisará se adaptar.
Infelizmente, o que se vê do Governo Federal é uma crescente sanha arrecadatória. Em vez de priorizar cortes de gastos, eficiência administrativa e incentivo à produção, insiste-se em ampliar a carga sobre quem empreende, trabalha e gera empregos. O setor produtivo não suporta mais ser tratado como fonte inesgotável de recursos para sustentar uma máquina pública cada vez mais cara.
Na prática, isso significa rever cadastros, notas fiscais, contratos com fornecedores, sistemas de gestão e planejamento financeiro. Empresas desorganizadas poderão pagar impostos indevidos, perder créditos tributários e até sofrer multas por erros que antes passavam despercebidos.
O modelo antigo, baseado no improviso e no famoso “depois a gente resolve”, tende a ficar cada vez mais perigoso. O empresário que não buscar informação agora poderá sentir no caixa os efeitos dessas mudanças nos próximos meses.
Por outro lado, a Reforma Tributária também pode trazer oportunidades para quem se prepara. Negócios organizados, com gestão eficiente e acompanhamento técnico adequado, terão mais segurança para precificar melhor, reduzir riscos e ganhar competitividade no mercado.
O comércio tocantinense sempre mostrou força e capacidade de superação. Em 2026, vencerá não apenas quem vender mais, mas quem entender antes as novas regras do jogo.
Por | Fernando Henrique Freire Machado
Analista Jurídico - articulista, pós graduado em marketing e gestão de pessoas.