Terça, 01 de Setembro de 2026
23°C 39°C
Palmas, TO
Publicidade

Ministério Público expõe frota sucateada e põe prefeita de Alvorada contra a parede por risco a universitários

Risco Extremo

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Ascom\MP-TO
02/04/2026 às 08h58 Atualizada em 02/04/2026 às 09h16
Ministério Público expõe frota sucateada e põe prefeita de Alvorada contra a parede por risco a universitários

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) identificou graves irregularidades na frota de ônibus utilizada para o transporte de estudantes universitários em Alvorada, no Sul do Estado. Os veículos, que realizam o trajeto diário até instituições de ensino em Gurupi, foram reprovados em vistoria técnica por apresentarem falhas em itens essenciais de segurança. O deslocamento dos estudantes para a cidade vizinha motivou uma investigação após denúncias sobre a precariedade dos ônibus.

>>Siga Nosso Perfil Do Instagram: @noticia.tocantins


Diante do cenário, o Ministério Público do Tocantins expediu uma recomendação à prefeita de Alvorada, Thaynara de Melo Moura, para que suspenda imediatamente o uso dos três veículos reprovados. A orientação é que o serviço só seja retomado após o saneamento de todas as irregularidades e a obtenção de novos laudos de aprovação emitidos pelo Detran.


O município tem o prazo de 15 dias para comprovar o reparo dos veículos e a regularização da habilitação dos motoristas. O MPTO também orientou que os estudantes sejam informados sobre a situação e que a prefeitura busque alternativas seguras para garantir a continuidade do transporte durante o período de manutenção.Consequências do descumprimento


Não aptos para circulação
A apuração conduzida pelo promotor de Justiça André Felipe Santos Coelho revelou que os veículos de placas LLK7620, KOY9568 e LQM4537 estão em condições inadequadas para o uso. 


Conforme os laudos de vistoria realizados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), todos os veículos foram classificados como "não aptos para circulação”.

Entre os problemas listados nos documentos técnicos estão:

  • Cintos de segurança com travas danificadas;
  • Câmeras e monitores inoperantes ou fora das normas;
  • Inexistência ou mau funcionamento de tacógrafos;
  • Falta de faixas de identificação escolar obrigatórias;
  • Extintores de incêndio vazios ou com lacre rompido.


A investigação também apontou que os condutores de dois dos ônibus não possuem o curso especializado para transporte de escolares, conforme exige o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Em um dos veículos, foram encontrados problemas na buzina e no limpador de para-brisa.



Risco concreto 
O promotor de Justiça André Felipe Santos Coelho destaca que a manutenção de veículos em circulação nessas condições representa um "risco concreto de dano" aos usuários. O documento menciona ainda que relatos encaminhados à Ouvidoria indicavam situações extremas, como pneus estourando durante o trajeto e falhas constantes na direção e nos freios.


Embora a prefeitura tenha alegado realizar manutenção corretiva e preventiva, o MPTO ressalta que não foram apresentados documentos que comprovassem a regularidade veicular ou os registros de manutenção solicitados anteriormente.


Caso os pontos sugeridos na recomendação não sejam atendidos, o MPTO poderá adotar medidas coercitivas. Entre as consequências estão o ajuizamento de Ação Civil Pública (ACP) com pedido de multa diária, além de representações criminais e administrativas contra os gestores por exporem a vida e a saúde dos estudantes a riscos.

>>Siga Nosso Perfil Do Instagram: @noticia.tocantins

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias