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Veja a que ponto chegou a briga pelo poder no Tocantins: ao ponto de deixar o estado, na prática, sem gestor.

Opinião Política

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Redação | Noticia Tocantins
11/03/2026 às 08h48 Atualizada em 11/03/2026 às 09h51
Veja a que ponto chegou a briga pelo poder no Tocantins: ao ponto de deixar o estado, na prática, sem gestor.

Na última terça-feira, 11, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, embarcou para Assunção, capital do Paraguai, onde participa das Reuniões Anuais dos Conselhos de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A programação segue até o sábado, 14, período em que o chefe do Executivo permanece fora do estado. Até aí, a participação em eventos internacionais faz parte das agendas institucionais de qualquer governador. O problema é que, diante do atual cenário político do Tocantins, surge um questionamento inevitável: afinal, quem ficou no comando do estado durante esses dias?

Desde os conflitos entre Wanderlei Barbosa e Laurez, a crise política tem se tornado cada vez mais evidente. As desavenças chegaram ao ponto de ambos discutirem até por uma simples sala dentro do Palácio, culminando com o vice sendo expulso do prédio do governo. Além disso, já foi aprovada uma lei que impede o vice de assumir o comando do estado em determinadas situações, o que aumenta ainda mais as dúvidas sobre quem, de fato, responde pelo governo durante a ausência do governador.

Uma alternativa seria o presidente da Assembleia Legislativa, apontado por muitos como braço direito de Wanderlei. No entanto, nos últimos dias também surgiram disputas políticas envolvendo o apoio do governador nas eleições futuras, entre Dorinha e Amélio Cayres. Diante desse cenário, surge outro questionamento: será que essa disputa política foi o motivo de Amélio não assumir o governo do estado, mesmo estando na linha sucessória prevista em lei?

No fim das contas, fica claro que o Tocantins e o seu povo acabam sempre prejudicados nessa disputa pelo poder. Enquanto os líderes políticos brigam entre si, a população segue enfrentando os problemas do dia a dia e aguardando soluções que muitas vezes não chegam.

Por mais que a ausência do governador por até 15 dias esteja prevista em lei, o natural — e também o mais responsável — seria que o vice-governador ou o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) assumisse o comando do estado de forma interina, como inclusive já ocorreu em outros momentos da atual gestão. No entanto, até o presente momento, o Palácio Araguaia ainda não anunciou oficialmente quem assumiu o comando do Governo do Estado durante a ausência do governador. Assim, a população segue sem uma informação clara sobre quem está à frente da gestão do Tocantins neste período.

Por Javan Quixabeira

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