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Ministério Público expõe descaso com escola indígena Apinajé que vive crise hídrica e cobra solução imediata do Estado

Abandono Alarmante

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Redação | Noticia Tocantins
24/02/2026 às 16h29 Atualizada em 24/02/2026 às 16h32
Ministério Público expõe descaso com escola indígena Apinajé que vive crise hídrica e cobra solução imediata do Estado
Foto Ilustração.

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) expediu recomendação para que órgãos estaduais e federais adotem, com urgência, providências destinadas a assegurar o fornecimento regular de água potável e a adequação estrutural da Escola Indígena Gohkru, localizada na Aldeia Boi Morto, Terra Indígena Apinajé, em Tocantinópolis.

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A medida foi adotada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tocantinópolis, após instauração de procedimento administrativo com base em dados do Censo Escolar 2024 e realização de vistoria no local, que constatou situação de vulnerabilidade sanitária e estrutural.

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Irregularidades constatadas

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Durante a diligência realizada pelo MPTO em junho de 2025, foram identificados diversos problemas, como a ausência de abastecimento regular de água tratada e encanada e a falta de comprovação de higienização periódica dos reservatórios. Também não há nenhum laudo laboratorial que comprove a potabilidade da água consumida na escola. 



Além disso, foram identificados atrasos no fornecimento de insumos para a merenda escolar, rede elétrica com ligações improvisadas, ausência de climatização nas salas e  existência de apenas um banheiro para uso de estudantes e servidores.

Segundo ofício do diretor da unidade escolar, desde a vistoria, a Secretaria Estadual da Educação apenas substituiu lâmpadas queimadas e comprou um bebedouro. No entanto, o promotor de Justiça ressalta que a simples aquisição de um bebedouro não resolve o problema, já que não há comprovação técnica de que a água armazenada seja própria para consumo.



O documento ainda destaca que a obra de implementação do Sistema de Abastecimento de Água da Comunidade Boi Morto encontra-se paralisada há mais de sete anos. 



Prazos



Na recomendação, o MPTO estabeleceu prazos para que a Secretaria de Estado da Educação e a Superintendência Regional de Educação de Tocantinópolis adotem medidas para  a higienização imediata das caixas d’água, com apresentação de certificado técnico; realização de análise laboratorial da água consumida na escola e apresentação de projeto técnico para solução definitiva do abastecimento hídrico; além da comprovação da regularização do fornecimento de merenda escolar, entre outros.



Também foram oficiados o Distrito Sanitário Especial Indígena do Tocantins (DSEI/SESAI), a Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (SEPOT) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), para que apresentem informações atualizadas sobre a paralisação da obra do sistema de abastecimento e as medidas de articulação institucional adotadas. 


Os órgãos devem se manifestar formalmente no prazo de 10 dias quanto ao acatamento da recomendação, apresentando a documentação comprobatória das providências adotadas. O eventual descumprimento poderá ensejar a adoção de medidas judiciais cabíveis.

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