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Justiça afasta agressores e garante proteção a crianças vítimas de abuso em Araguaçu

Decisões atendem pedidos do Ministério Público e determinam medidas rigorosas para preservar a integridade física e psicológica das vítimas

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Redação \ Noticia Tocantins
01/02/2026 às 06h10
Justiça afasta agressores e garante proteção a crianças vítimas de abuso em Araguaçu

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) obteve, nesta semana, decisões judiciais favoráveis para a aplicação de medidas protetivas em dois casos graves de violência sexual envolvendo crianças no município de Araguaçu, localizado na região Sul do Estado.

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As ações foram ajuizadas pelo promotor de Justiça Jorge Neto e resultaram no afastamento imediato dos supostos agressores do convívio familiar, além da proibição de qualquer tipo de contato com as vítimas e seus familiares. As decisões têm como objetivo interromper os ciclos de violência e assegurar a proteção integral das crianças, que se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade.

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A atuação do MPTO foi iniciada após o recebimento de relatórios detalhados encaminhados pelo Conselho Tutelar de Araguaçu, os quais apontaram indícios consistentes de abusos sexuais ocorridos no ambiente intrafamiliar.

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Casos de violência intrafamiliar

O primeiro caso envolve uma criança de 11 anos que estaria sendo vítima de violência sexual praticada pelo padrasto. Conforme os relatos apurados, os abusos ocorreriam principalmente durante o período noturno, enquanto a mãe da menina se encontrava no trabalho.

Já o segundo caso refere-se a uma adolescente de 12 anos que relatou ter sofrido abusos desde os oito anos de idade, supostamente cometidos por um tio. A situação veio à tona após a avó paterna perceber mudanças significativas no comportamento da menor, como insônia e medo excessivo, durante o período de férias.

Diante da gravidade dos fatos, o Judiciário determinou, em ambos os casos, o afastamento imediato dos suspeitos do lar e o cumprimento de distância mínima de 500 metros das vítimas.

Medidas e providências adotadas

Além do afastamento dos investigados, a Justiça estabeleceu uma série de medidas para garantir a segurança das vítimas e o avanço das investigações criminais. Entre as determinações estão a proibição de qualquer forma de contato com as vítimas e seus familiares, seja por telefone, mensagens, redes sociais ou por intermédio de terceiros.

Também foi determinada a expedição de ofício à Delegacia de Polícia Civil de Araguaçu para a instauração imediata de novos inquéritos policiais, visando a apuração detalhada dos fatos. O Conselho Tutelar foi comunicado para acompanhar continuamente os casos e prestar o suporte necessário às famílias envolvidas.

As decisões judiciais ainda determinaram o encaminhamento imediato das vítimas e de suas genitoras ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), onde receberão acolhimento e acompanhamento psicossocial por equipe multidisciplinar. Além disso, foram requisitados exames médicos especializados e a oitiva urgente de testemunhas consideradas essenciais para o esclarecimento dos casos.

As medidas reforçam o papel das instituições na proteção de crianças e adolescentes e evidenciam a importância da atuação integrada entre Ministério Público, Judiciário, Conselho Tutelar e rede de assistência social.

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