A prefeitura de Alvorada virou assunto de grande repercussão por causa de um escândalo de nepotismo que expõe a forma como a prefeita Thaynara Moura vem conduzindo a administração do município. O Ministério Público do Tocantins (MPTO) precisou intervir e recomendar, com prazo de dez dias, a exoneração imediata de sete parentes e aliados diretos da gestora, nomeados sem critérios técnicos, apenas pela relação sanguínea e política.
Entre os apadrinhados da prefeita estão o pai, Alan Geraldo Moura, colocado no estratégico cargo de secretário de Infraestrutura; a madrasta, Odenildes Rocha, que circulou entre pastas; a cunhada, Karen Muniz Marques, que já ocupou diferentes funções; além de tios e tias espalhados em cargos comissionados com salários que chegam a mais de R$ 6 mil. Até a esposa de um secretário entrou na lista de favorecidos.
Não há, segundo o Ministério Público, qualquer comprovação de que esses familiares tenham qualificação técnica para os cargos ocupados. A prática escancara o desrespeito aos princípios constitucionais de moralidade, legalidade e impessoalidade, configurando nepotismo — proibido pela Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pressão do Ministério Público
A promotoria foi categórica: ou a prefeita exonera os parentes e envia a documentação que comprove o cumprimento da recomendação, ou enfrentará uma ação civil pública por improbidade administrativa. As consequências podem ser severas, incluindo a perda de mandato e a suspensão dos direitos políticos.
Prefeitura sob suspeita
A situação coloca em xeque a imagem de Thaynara Moura, que recentemente assumiu a cadeira de prefeita após a saída de Liliane Meireles. Agora, em vez de consolidar seu nome à frente da gestão, Thaynara aparece como protagonista de um dos maiores escândalos políticos da história recente de Alvorada: o uso descarado da máquina pública para beneficiar parentes e consolidar poder dentro da própria família.
