
No último domingo (21), Palmas foi palco de manifestações contra a chamada PEC da Blindagem, apelidada pela população de “PEC da Bandidagem”. O ato, que ocorreu em diversas cidades do país, reuniu centenas de pessoas na Feira do Bosque, na capital tocantinense, em um grito de revolta contra os deputados federais do Estado que votaram a favor da proposta.
Com carro de som, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes vaiaram nominalmente cada parlamentar que apoiou a medida e ecoaram em uníssono: “Não nos representam, a bancada federal”. O clima foi de repúdio absoluto, com forte cobrança popular contra aqueles que, segundo os protestantes, “venderam o voto do povo para blindar corruptos”.
Quem votou SIM
Os oito deputados federais do Tocantins que se alinharam à proposta e se tornaram alvo da indignação popular foram:
Alexandre Guimarães (MDB)
Antônio Andrade (Republicanos)
Carlos Gaguim (União Brasil)
Eli Borges (PL)
Filipe Martins (PL)
Ricardo Ayres (Republicanos)
Tiago Dimas (Podemos)
Vicentinho Júnior (Progressistas)
Revolta nas ruas e nas redes
Além das vaias nas ruas de Palmas, a mobilização se estendeu às redes sociais. Milhares de tocantinenses utilizaram suas plataformas digitais para criticar duramente a postura da bancada federal, reforçando o coro de que os parlamentares agiram em benefício próprio e não em defesa da população.
A manifestação em Palmas se soma ao movimento nacional que exige não apenas o fim da PEC, mas também a responsabilização política de quem tenta blindar investigados e condenados.
A PEC da Blindagem, apelidada pela sociedade de “PEC da Bandidagem”, é uma proposta de emenda constitucional que cria mecanismos para dificultar investigações, processos e até a cassação de mandatos de parlamentares e autoridades. Na prática, ela amplia a imunidade parlamentar, enfraquece o trabalho da Justiça e abre espaço para que políticos envolvidos em escândalos de corrupção fiquem protegidos de punições.
Especialistas e entidades jurídicas já classificaram a medida como um retrocesso democrático, por ferir diretamente os princípios da transparência, da moralidade e da igualdade perante a lei. A crítica central é que, enquanto a população enfrenta crises econômicas e sociais, os deputados federais estariam mais preocupados em aprovar uma blindagem para si mesmos.
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