O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Promotoria da 32ª Zona Eleitoral de Goiatins, apresentou alegações finais em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pode resultar na cassação de todos os candidatos a vereador do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Goiatins nas eleições municipais de 2024 — tanto os eleitos quanto os suplentes.
A ação foi movida por Ana Cláudia (Pretinha Borá) e aponta a ocorrência de fraude à cota de gênero, exigida pela legislação eleitoral para garantir a participação feminina na disputa. Segundo a denúncia, a suposta fraude teria sido cometida com o registro da candidatura fictícia de Carla Eduarda da Silva Campos.
De acordo com o MPE, Carla Eduarda teria lançado candidatura apenas para cumprir a exigência legal do percentual mínimo de candidaturas femininas, sem a real intenção de concorrer. A promotoria destacou que a candidata obteve apenas dois votos, não produziu material de campanha significativo e apresentou prestação de contas padronizada, com forte semelhança em relação aos demais candidatos do partido, sem individualização das estratégias.
Outro ponto apontado pelo Ministério Público é o vínculo familiar da candidata com figuras influentes da política local — sendo esposa do atual vice-prefeito — o que reforçaria a tese de que sua candidatura teria sido apenas formal e sem empenho eleitoral genuíno.
Com base nesses indícios, o MPE pede a cassação de toda a chapa proporcional do PDT, o que pode impactar diretamente a composição da Câmara Municipal de Goiatins. A decisão agora está nas mãos da Justiça Eleitoral da 32ª Zona.
Clique no link abaixo e leia, na íntegra, o parecer do Ministério Público.
