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QUEDA EM REPASSES DO FPM TEM PREJUDICADO FINANÇAS DOS MUNICÍPIOS E AUMENTADO A PREOCUPAÇÃO ENTRE PREFEITOS, DIZ ATM

Presidente da ATM, Diogo Borges, apresenta situação dos Municípios diante das baixas arrecadações e atrasos em repasses nos últimos meses

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Ascom/ATM
23/08/2023 às 14h34
QUEDA EM REPASSES DO FPM TEM PREJUDICADO FINANÇAS DOS MUNICÍPIOS E AUMENTADO A PREOCUPAÇÃO ENTRE PREFEITOS, DIZ ATM
Prefeitos reunidos no auditório da ATM em Palmas.

 

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A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) revela que as últimas quedas em repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) têm trazido prejuízos aos Municípios e aumentado a preocupação entre os gestores. A sensação de insegurança foi sentida na última Assembleia Geral Extraordinária da ATM, ocorrida nesta quinta-feira, 10, em Palmas, coincidentemente data em que caiu a primeira parcela do FPM de agosto, com retração de 20,32%, considerando a inflação do período.

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Na ocasião, diversos prefeitos expuseram preocupações quanto ao cumprimento dos custos e despesas frente a redução dos repasses de FPM ocorrida em pouco mais de um mês. “Quando os gestores se deparam com as obrigações que devem honrar e o recurso que chegou para cumpri-las, é a hora que percebe que a conta não fecha”, explica o presidente da ATM e prefeito de Talismã, Diogo Borges.

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Quedas - Também no primeiro decêndio do mês de julho, o FPM apresentou expressiva queda de 34,49%, quando comparado ao mesmo decêndio do ano anterior. A ATM frisa que o FPM é considerado a principal fonte de receita de mais de 100 municípios tocantinenses, e quedas bruscas podem reduzir drasticamente a capacidade de custeio das prefeituras e, consequentemente, prejudicar a oferta de produtos e serviços públicos.

Fatores - A Confederação Nacional de Municípios (CNM) adiantou que o primeiro decêndio deste mês de agosto foi 20,32% menor que os R$ 8,8 bilhões repassados no mesmo período de 2022. A entidade aponta dois fatores para a redução do montante repassado aos Municípios: redução na arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) – menos 8% ou R$ 5,1 bilhões – e o aumento de restituições do IR em 56% (ou R$ 4,3 bilhões).

 

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Santa Fé do Araguaia -Temos visto desde o começo do ano que o FPM vem caindo, e a queda do mês passado foi absurda, e agora mais uma queda. A gente vive de FPM, as emendas vêm para investimentos em obras, e a arrecadação local é baixa. Daqui a pouco vêm as medidas drásticas, que é a redução de pessoal, já que fica difícil reduzirmos os gastos em saúde e educação”, relata a prefeita de Santa Fé do Araguaia, Vicença Lino.  

A ATM aponta alternativas como atualização na tabela de recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e do Imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI) e aprimoramento na cobrança do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) como forma de buscar o aumento da arrecadação.

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