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Em Araguaína, Governo do Tocantins promove 2º Seminário de Capacitação sobre Associativismo e Cooperativismo

Evento contou com palestras técnicas, troca de experiências e debates sobre desafios e oportunidades do setor

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Governo Tocantins
21/11/2024 às 20h20
Em Araguaína, Governo do Tocantins promove 2º Seminário de Capacitação sobre Associativismo e Cooperativismo
O coordenador do convênio que viabilizou o seminário, Hélio Sousa, salientou que a capacitação é uma peça-chave para o sucesso das associações e das cooperativas.

 

O Governo do Tocantins, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), realizou nesta quinta-feira, 21, em Araguaína, o 2º Seminário de Capacitação sobre Associativismo e Cooperativismo. O evento, que ocorreu na Escola de tempo integral Domingos da Cruz Machado, reuniu produtores rurais, lideranças comunitárias e representantes de associações e cooperativas das regiões de Colinas, Araguatins e Araguaína.

Com o objetivo de fortalecer as bases do associativismo e do cooperativismo como instrumentos do desenvolvimento rural, o seminário contou com palestras técnicas, troca de experiências e debates sobre os desafios e as oportunidades do setor.

Com o tema Associativismo e Cadeias Produtivas, o professor Cleiton Milagres palestrou sobre a importância de liderança, persistência, disciplina, motivação, harmonia, trabalho em equipe e outros aspectos que mostram a importância da organização. “É importante que as pessoas compreendam o sentido do objetivo comum nas organizações coletivas. Falar de associativismo com os produtores rurais é importante para alinhar conhecimentos, habilidades e atitudes”, ressaltou o palestrante. 

Ao representar o presidente do Ruraltins, Flávio Terence, a diretora de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), Alécia Borges, abordou sobre o cenário em que o meio rural se encontra e a importância dos temas debatidos no seminário. “O Ruraltins entende a importância das organizações para o desenvolvimento da agricultura familiar e tem se comprometido em realizar ações que fortaleçam cada vez mais essas organizações. As associações e as cooperativas têm sido protagonistas no fortalecimento das economias locais, ao promoverem renda e qualidade de vida para os produtores. Este seminário é uma oportunidade para aprofundarmos o conhecimento e, juntos, criarmos estratégias para reforçar os sistemas cooperativistas e associativistas e, assim, desenvolvermos as comunidades locais, os municípios e o estado”, enfatizou a diretora. 

A diretora destacou, ainda, o compromisso do Ruraltins em oferecer suporte técnico e capacitações continuadas. “A força do campo está na união. O Ruraltins está aqui para ser parceiro dos produtores, garantindo que tenham ferramentas e conhecimento para crescer de forma organizada”, pontuou. 

Capacitação técnica

O coordenador do convênio que viabilizou o seminário, Hélio Sousa, salientou que a capacitação é uma peça-chave para o sucesso das associações e das cooperativas. “O associativismo não é apenas uma forma de organização, é um caminho para o empoderamento dos produtores rurais. Acredito que alcançamos o nosso objetivo, porque conseguimos trazer as experiências de cada uma das regionais e, com isso, o agricultor familiar teve essa oportunidade de fazer a troca de experiências e conhecer novas vivências em associativismo nessas três regiões. Nossa missão é ajudar cada um aqui a entender que juntos podemos acessar novos mercados, conquistar melhores condições e crescer de maneira sólida”, explicou o coordenador. 

Experiências compartilhadas 

Os produtores da região relataram suas experiências e expectativas. O presidente da associação comunitária de Angico e produtor do município, Luiz Umberto, expressou sua satisfação com o atendimento do Ruraltins por meio do convênio Oportunidade. “Desde 2016, a gente é atendido pelos programas em nossa região. A minha produção é de hortaliças, a gente produz milho e feijão. Quando comecei, trabalhava sozinho e tinha dificuldade para vender meus produtos. Depois que entrei na associação, a nossa união facilitou a venda para mercados maiores e conseguimos comprar insumos mais baratos. Esse tipo de capacitação é essencial para que possamos aprender e nos fortalecer ainda mais”, evidenciou.

Wilma Sousa Rodrigues, da Fazenda São Miguel (Mucunã), no município de Itacajá, é produtora de leite, queijo, requeijão, manteiga caseira, geleia e outros produtos. Na ocasião, ela falou sobre os desafios enfrentados pelos pequenos produtores e elogiou a iniciativa do seminário. 

“Hoje, eu posso dizer que vesti a camisa da agricultura familiar e entendo que a fazenda não é apenas um local de descanso e de lazer, não. Eu vejo que ela é como uma empresa rural. A gente sabe que tem muitas oportunidades e produtos que podem ser explorados e vendidos para melhorar a nossa renda. Trabalhar no campo não é fácil, mas quando temos informações e apoio técnico, fica mais claro como podemos superar as dificuldades. Aprendi aqui que cooperar é pensar no coletivo e isso é o que garante o nosso futuro. Com as capacitações e o apoio do Ruraltins, estamos nos posicionando como empreendedoras e não mais como pequenos produtores”, declarou a produtora. 

Palestras inspiradoras

O evento contou com palestras ministradas por especialistas na área de cooperativismo e associativismo. Um dos destaques foi a apresentação do gerente de negócios do Agro/Sicredi, Israel Alves, que abordou o tema Cooperativismo de Crédito.

“A gestão sustentável é o coração de qualquer cooperativa ou associação de sucesso. Os produtores têm o poder de transformar seus negócios, mas isso exige organização, planejamento e compromisso com o coletivo. É isso que estamos aqui para ensinar e incentivar”, destacou o palestrante.

Outra palestra marcante foi ministrada pela professora da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), Renata Rauta Petarly. Com o tema Acesso dos Produtos da Agricultura Familiar ao Mercado, ela destacou a importância da união para enfrentar os desafios do mercado competitivo.

É importante reforçarmos que esses agricultores já têm experiência em acessar os mercados, vendem os seus produtos há muitos anos, mas que é sempre importante pensarmos em ampliar um pouco mais as estratégias de comercialização. É fundamental não ficar preso em só uma estratégia, em só um mercado, ou produzir apenas um produto e não pensar na diversidade, tanto ampliar os horizontes para os mercados digitais, para os diferentes tipos de mercados físicos e diferentes tipos de políticas públicas, para que eles tenham garantias de um retorno financeiro mais adequado, garantia de sustentabilidade financeira ao longo dos anos”, explicou a professora Renata Rauta.

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