
Na noite desta última quinta-feira, 4 de julho, a Câmara Municipal de Palmas colocou em pauta quatro Projetos de Lei Complementar, de números 03, 04, 05 e 06, enviados pela prefeita, esses projetos requerem à Câmara Municipal autorização para realizar operações de crédito que totalizam R$ 663.786.000,00. Os recursos seriam destinados à compra de 112 novos ônibus elétricos para o transporte coletivo da cidade, entre outras melhorias.
A sessão foi marcada por intensos debates e articulações de bastidores, evidenciando a divisão e o desgaste político da gestão da prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB).
A votação nominal expôs um claro racha entre os vereadores. Com um placar de 9 a 7, os projetos foram rejeitados. Votaram contra os vereadores Nego, Rogério Freitas, Rubens Uchoa, Laudecy, Joatan, Marilon Barbosa, Josmundo, Juscelino Rodrigues e Lacerda, mostrando resistência e desconfiança em relação ao pedido de empréstimo.
Do lado oposto, a favor dos projetos, ficaram Negreiros, Brasão, Eudes, Waldson, Iolanda, Márcio e Solange Duailibe. O presidente da Câmara, Folha, absteve-se de votar por estar conduzindo a sessão, mas declarou que votaria a favor, revelando sua inclinação de apoio à prefeita. Notaram-se as ausências dos vereadores Pedro Cardoso e Daniel Nascimento, que poderiam ter influenciado o resultado.
Os discursos foram carregados de críticas e acusações, transformando a sessão em um verdadeiro campo de batalha verbal. A oposição não poupou esforços para articular contra os projetos, enquanto a base da prefeita, incluindo o vice-prefeito de Palmas e presidente do PL na capital, André Gomes, e um grupo de secretários municipais, tentou desesperadamente virar o jogo a favor da aprovação.
O dia foi dominado por intensas articulações políticas, demonstrando a fragilidade e a falta de consenso dentro do governo municipal. A rejeição dos empréstimos representa um duro golpe para a prefeita, que agora precisa lidar com um cenário de ainda maior instabilidade e questionamentos sobre a viabilidade de seus projetos e sua capacidade de liderança.
A cena política de Palmas, já conturbada, se torna ainda mais tensa e imprevisível, com os próximos passos da administração municipal sob intensa vigilância e pressão pública.