
Nesta terça-feira,26 de março, motoristas de aplicativo da capital Palmas, realizaram uma manifestação em oposição ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/2024, que visa regulamentar a profissão. O PLP, assinado pelo presidente Lula, tem sido alvo de críticas e preocupações por parte dos motoristas de aplicativo em todo o país.
Os manifestantes expressaram descontentamento com os termos do PLP 12/2024, que propõe uma remuneração mínima de R$ 32,10 por hora de trabalho, além de estabelecer jornadas de até 12 horas diárias em uma mesma plataforma. Outros pontos de preocupação incluem a obrigatoriedade de contribuição ao INSS e a concessão de auxílio-maternidade aos motoristas.
Representantes dos Motoristas por Aplicativo de Palmas enfatizaram que o valor proposto pelo governo não reflete os custos e as demandas da profissão na região. Para eles, o PLP 12/2024 não oferece benefícios significativos aos trabalhadores da categoria e pode prejudicar suas condições de trabalho.
A manifestação dos motoristas de aplicativo de Palmas está alinhada com o movimento nacional de protesto contra o PLP 12/2024, que ganhou força em diversas cidades do país. O objetivo da mobilização é chamar a atenção das autoridades e dos legisladores para as preocupações legítimas dos profissionais do setor.
Diante da crescente insatisfação e mobilização dos motoristas de aplicativo, é esperado que o governo e o Congresso Nacional estejam abertos ao diálogo e à revisão dos termos do projeto, buscando uma regulamentação que seja justa e equilibrada para a categoria.
Com exclusividade ao Editor-Chefe Javan Quixabeira do site NotíciaTocantins, Neilton Saraiva, representante dos Motoristas por Aplicativo de Palmas-TO, expressou a importância de os legisladores ouvirem a voz da categoria:
"É preciso que os deputados e senadores nos ouçam para que não aprovem esse projeto de lei, que na verdade, não traz benefício nenhum para nós motoristas". Disse Neilton Saraiva.
