
A Prefeitura de Araguaína, norte do Estado, aderiu ao movimento internacional do Banco Vermelho, que tem como objetivo criar um espaço em locais públicos para que a comunidade possa refletir e agir contra o feminicídio. Uma solenidade na quinta-feira última, 14, em um dos pontos instalados, no calçadão da Via Lago, inaugurou a mobilização da cidade. Na ocasião, o Núcleo Aplicado de Minorias e Ações Coletivas (Nuamac), da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) esteve presente.
Segundo a Prefeitura, Araguaína é a primeira cidade do Tocantins a aderir ao movimento internacional, que teve início na Itália, em 2016, e ganhou a adesão no Brasil através das ativistas Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que perderam duas amigas para o feminicídio na capital de Pernambuco. Na cidade, são cerca de 30 bancos vermelhos instalados em várias praças e na Avenida Marginal Neblina.
Durante a solenidade, foram expostas camisetas femininas, com manchas vermelhas, com frases que indicam o início da violência doméstica: “ele disse que era amor. Só senti dor”; “Eu nunca bati nela”; “Isso é tudo coisa da sua cabeça”; “Tudo começou com um empurrão”; entre outras.
O evento contou com a presença do prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, da secretária Especial da Mulher, Ângela Maria Silva, entre outras autoridades.
