
Na manhã desta quinta-feira, 08, nossa equipe de reportagem, recebeu a informação de que os detentos que cumprem pena na Unidade Penal Regional de Palmas – UPRP estão fazendo greve de fome há uma semana em reivindicações de direitos que segundo eles, foram tirados pela direção da Unidade.
Segundo informações apuradas pela reportagem, além de estarem recusando os alimentos, os internos que estão encarcerados nos pavilhões P2, P3 e P5 não estão saindo para tomar banho de sol e ameaçam impedir que presos que estão prestes a serem julgados saiam para participar de audiências no Fórum de Palmas.
Outra situação imposta pelos detentos para terem suas reivindicações atendidas, é de impedir que outros internos que precisam passar por consultas e atendimento médico na enfermaria da unidade, não saiam, somente serão liberados para atendimento em situações emergenciais.
Com a greve de fome, os policiais penais que trabalham nos plantões na Unidade de Palmas, todos os dias estão em situação de alerta para evitar que os detentos promovam uma rebelião, situação que possa causar várias mortes dentro dos pavilhões.
Ainda segundo apurou a reportagem, a intenção dos reeducandos com o protesto na capital é que a greve se estenda para todas as Unidades Penais do Estado.
Nossa equipe apurou, porém, que o protesto começou há uma semana, e é encabeçada por lideranças da facção criminosa com origem no estado de São Paulo, denominada (Primeiro Comando da Capital – PCC) que cumprem pena na unidade.
REIVINDICAÇÕES DOS PRESOS
01 - Visitas íntimas dentro das celas;
02 - Retorno dos correrias;
03 - Instalação de ventiladores e aparelho de TV nas celas.
OUTRO LADO
Questionado sobre a greve, o Superintendente do Sistema Prisional do Tocantins, Rogério Gomes, afirmou que até o momento não há greve de fome deflagrada na Unidade Penal Regional de Palmas - UPRP, Rogério disse que apenas os detentos que são da facção criminosa - PCC que estão encarcerados no “Pavilhão 5”, não estão saindo para o banho de sol. E estão cobrando a presença do juiz da 4ª Vara de Execução Penal - para que possam apresentar as reivindicações.
O que diz o Sindicato que representa os servidores do Sistema Penal
Questionado sobre o assunto, o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Tocantins, Wilton Angelis, confirmou a existência da greve e se mostrou preocupado, pois segundo ele, a falta de efetivo na Unidade de Palmas, pode contribuir para agravamento e uma crise nas unidades o que pode causar enormes prejuízos aos servidores que estão trabalhando exaustivamente para garantir a ordem e a segurança nas Unidades.
“Estamos preocupados, pois com o aumento da violência, toda a sociedade é prejudicada. Além disso, a segurança das unidades prisionais, e o aumento da tensão, são resultados também da dificuldade em relação ao baixo efetivo nas unidades prisionais, pois o número de policiais penais precisa ser reforçado na CPP de Palmas. Se a situação não for tratada com cuidado, pode se transformar em algo muito maior. É necessário dar suporte para os servidores, com equipamentos e boas condições de trabalho. Nós, enquanto policiais, também temos nossas reivindicações, e precisamos de apoio, pois a situação não pode se alastrar para outras unidades prisionais do Estado, visto que a facção criminosa existe em todos os lugares. É preciso cuidar do servidor da Polícia Penal, pois somos agentes importantes neste combate à criminalidade”. Ressaltou Wilton Angelis / Presidente da PROSISPEN/SINDIPPEN