
A TV Globo cancelou, nesta quinta-feira (1º), o debate entre candidatos à Presidência da República que estava previsto para ocorrer às 21h30. A decisão foi anunciada pela emissora após uma série de determinações judiciais alterar, horas antes da transmissão, as regras previamente estabelecidas para o encontro.
Entre as decisões está uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impediu a emissora de manter no cenário o púlpito destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia informado que não participaria do debate. A decisão também proibiu a dinâmica prevista para que os candidatos presentes pudessem direcionar perguntas ao candidato ausente.
Na sequência, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), assinada pelo ministro Gilmar Mendes, determinou a participação do candidato Renan Santos, do partido Missão, no debate. A medida alterou novamente a composição prevista para o programa.
Diante das mudanças determinadas pela Justiça às vésperas da transmissão, a Globo decidiu suspender o debate. Em posicionamento divulgado pela emissora, a empresa afirmou que as decisões sucessivas provocaram insegurança jurídica e afetaram as condições estabelecidas para a realização do encontro.
O debate seria o último confronto televisivo entre os candidatos antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).
Ausências
Lula já havia confirmado que não participaria do debate e, nesta quinta-feira, participou de uma entrevista ao Flow Podcast no mesmo período em que estava prevista a transmissão da Globo. Durante a entrevista, o presidente explicou os motivos de sua decisão de não comparecer ao encontro.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL), que estava entre os participantes previstos, também anunciou que não compareceria ao debate antes do cancelamento pela emissora.
O cancelamento ocorre em meio a uma sequência de decisões judiciais envolvendo as regras de participação dos candidatos nos debates eleitorais de 2026.