Segunda, 24 de Agosto de 2026
21°C 38°C
Palmas, TO
Publicidade

Ação do Ministério Público do Tocantins garante decisão judicial para estruturação do Conselho Tutelar de Rio Sono

A pedido do MPTO, gestão municipal tem prazo de 30 dias para comprovar a aquisição de equipamentos ou a abertura de licitação para adequar a sede do órgão

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Dicom MPTO
24/08/2026 às 11h34
Ação do Ministério Público do Tocantins garante decisão judicial para estruturação do Conselho Tutelar de Rio Sono

Atendendo aos pedidos apresentados pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), decisão judicial determinou que o Município de Rio Sono adote providências urgentes para reestruturar o Conselho Tutelar local. A medida fixa o prazo de 30 dias para que a administração municipal comprove a aquisição dos materiais e equipamentos necessários ou apresente a comprovação do início do processo licitatório com seu respectivo cronograma.

A Ação Civil Pública (ACP), ajuizada pelo promotor de Justiça João Edson de Souza, relata que o prédio do órgão atua em condições físicas e operacionais precárias, o que compromete o atendimento e a aplicação de medidas protetivas a crianças e adolescentes da região.

Relatórios do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância, Juventude e Educação (Caopije) do MPTO e imagens anexadas ao processo confirmaram graves problemas, como:

  • Goteiras no telhado e pintura deteriorada;

  • Falta de linhas telefônicas;

  • Computadores quebrados;

  • Ausência de móveis básicos, como mesas, cadeiras e armários para guardar documentos;

O promotor de Justiça também ressaltou que faltam  divisórias físicas adequadas, o que  impede a realização de atendimentos simultâneos e privativos. Essa situação contraria diretrizes fixadas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além da própria legislação municipal.

Itens obrigatórios

Na análise liminar, a Justiça acolheu os argumentos do MPTO sobre o risco decorrente da fragilidade na prestação de serviços essenciais de proteção infanto-juvenil. Com isso, o Município foi intimado a cumprir as obrigações impostas para garantir o funcionamento regular da unidade.

Entre os itens pleiteados pelo MPTO na ACP estão o fornecimento de armários de inox, mesas com gaveteiro, computadores com nobreaks, impressora multifuncional, linhas telefônicas exclusivas e suporte para despesas de custeio. A petição também requer a disponibilização de um veículo de uso exclusivo para diligências e a composição de uma equipe de apoio administrativo com assistente, auxiliar de serviços gerais e motorista.

Consequências e multas

O Ministério Público do Tocantins requereu a fixação de multa diária no valor de R$ 1.000,00 em caso de descumprimento das determinações solicitadas. Além disso, a decisão judicial assinalou que a ausência de confirmação do recebimento da citação eletrônica pelo município, sem justa causa, sujeitará o ente público à aplicação de multa de até R$ 100 mil.

Histórico

O promotor de Justiça instaurou um inquérito em 2024 após os conselheiros relatarem condições precárias de trabalho, quando expediu ofícios e uma recomendação para alertar a administração sobre as adequações necessárias. No entanto, relatórios técnicos e vistorias confirmaram a persistência das irregularidades, o que motivou o ajuizamento da Ação Civil Pública. 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias