
O jornalista e comunicador Alessandro Ferreira Guimarães Lopes, de 46 anos, que atuava em Palmas no site Agência Tocantins, foi preso na última quinta-feira (20), em uma fazenda localizada na zona rural de Santana do Araguaia, no sul do Pará. Ele era procurado pela Justiça de Rondônia para cumprir uma pena de 9 anos e 4 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de estupro de vulnerável.
A prisão ocorreu durante uma ação de localização realizada pelas Polícias Civis do Tocantins e do Pará. Contra Alessandro havia um mandado de prisão definitiva expedido pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), após a condenação ter transitado em julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), encerrando a possibilidade de recursos na esfera criminal.
Segundo as informações do processo, a condenação está relacionada ao artigo 217-A do Código Penal, que trata do crime de estupro de vulnerável. Ao analisar recurso apresentado pela defesa, a 1ª Câmara Criminal do TJRO manteve a condenação. A decisão considerou os relatos da vítima, depoimentos de testemunhas e demais elementos reunidos durante a instrução processual.
O caso ganhou ainda mais repercussão no Tocantins por envolver um profissional que durante anos teve presença conhecida nos meios de comunicação do Estado. Alessandro Ferreira atuava no jornalismo, especialmente na cobertura policial, segmento no qual construiu notoriedade e manteve contato com diversos profissionais da imprensa, emissoras de TV aberta e autoridades.
A notícia sobre a condenação, divulgada anteriormente, causou surpresa entre colegas de profissão que conheciam sua atuação profissional. A prisão agora, após a localização no Pará, volta a colocar o caso no centro das atenções.
Condenação definitiva
A ordem de prisão foi expedida em 29 de maio de 2026, depois que o processo chegou ao fim na esfera criminal. A Justiça de Rondônia determinou que Alessandro fosse recolhido ao sistema prisional para iniciar o cumprimento da pena de 9 anos e 4 meses.
De acordo com as decisões judiciais divulgadas, o processo também registra outras duas condenações anteriores, já transitadas em julgado, por crimes da mesma natureza.
Antes de ser preso, Alessandro havia divulgado uma manifestação pública na qual negava ter cometido qualquer irregularidade. Ele afirmou que estava em Goiás realizando tratamento médico após um acidente e que havia contratado advogado para ter acesso aos autos e adotar as medidas judiciais cabíveis.
Caso provoca repercussão entre jornalistas
A prisão de Alessandro também provoca uma reflexão dentro do próprio meio jornalístico. O fato de o condenado ter exercido a profissão e ser conhecido entre profissionais de comunicação fez com que o caso tivesse uma repercussão ainda maior entre jornalistas do Tocantins.
É importante destacar que a conduta atribuída a um profissional não representa a categoria jornalística como um todo. O jornalismo é uma atividade essencial para a sociedade e possui entre seus princípios a defesa dos direitos humanos, da dignidade e da proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Crimes dessa natureza são absolutamente incompatíveis com esses valores e não encontram apoio ou respaldo na classe jornalística.
A expectativa, diante da condenação definitiva, é de que a Justiça cumpra seu papel e que Alessandro Ferreira responda pelos crimes pelos quais foi condenado, cumprindo a pena determinada pelo Poder Judiciário.
A prisão representa o início do cumprimento da sentença de 9 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado, conforme determinação da Justiça de Rondônia.