
Em Itacajá, na região norte do Tocantins, histórias que por muitos anos permaneceram guardadas na memória de seus moradores estão ganhando voz, espaço e reconhecimento. A iniciativa é da influenciadora digital Sthella Portilho, de 25 anos, que criou o projeto “Histórias que Merecem ser Contadas”, uma produção independente que busca registrar, por meio de vídeos, relatos de pessoas que têm uma relação direta com a história do município.
Nascida e criada em Itacajá, Sthella decidiu transformar em projeto uma ideia que, segundo ela, nasceu do desejo de valorizar as pessoas que ajudaram e ainda ajudam a construir a trajetória da cidade.
A proposta é simples, mas carregada de significado: sentar diante de moradores antigos, comerciantes, trabalhadores e pessoas que possuem uma ligação especial com Itacajá e ouvir suas histórias. São depoimentos que revelam lembranças, desafios, conquistas e momentos marcantes vividos ao longo dos anos.
Para Sthella, registrar essas experiências é também uma forma de preservar a identidade do município e garantir que as próximas gerações possam conhecer um pouco mais sobre aqueles que fizeram parte dessa caminhada.
“O projeto ‘Histórias que Merecem Ser Contadas’ nasceu, antes de tudo, no coração de Deus. E, como alguém que nasceu e cresceu em Itacajá, eu senti que precisava fazer esse projeto acontecer. Nossa cidade é repleta de homens e mulheres batalhadores, que carregam histórias de luta, coragem, superação e muita dedicação. São histórias que não podem se perder no tempo, porque merecem ser conhecidas, valorizadas e, principalmente, servir de inspiração e aprendizado para as futuras gerações.” Disse Sthella Portilho.
Um projeto feito de forma independente
O “Histórias que Merecem ser Contadas” não nasceu de uma iniciativa institucional nem conta com apoio financeiro ou estrutura do poder público. O projeto é totalmente privado e partiu da própria Sthella, que vem produzindo e divulgando os depoimentos em seu perfil no Instagram: @sthellamportilho.
Mais do que produzir conteúdo para as redes sociais, a influenciadora encontrou uma maneira de utilizar sua presença digital para construir um verdadeiro acervo de memórias de Itacajá.
Cada entrevista apresenta uma perspectiva diferente sobre a cidade. São lembranças de quem acompanhou mudanças, conheceu diferentes gerações e vivenciou momentos que fazem parte da história de uma comunidade que, apesar de pequena e pacata, possui uma rica trajetória construída por seu povo.
Da confeitaria às redes sociais
Antes de estar à frente das câmeras contando histórias de outros moradores, Sthella já é conhecida em Itacajá pelo trabalho que desenvolve como confeiteira.
Mãe de família e chefe de casa, ela trabalha com encomendas e conquistou espaço com seus doces, salgados e guloseimas. O talento na cozinha também ganhou as ruas neste ano, quando Sthella decidiu montar, pela primeira vez, uma barraca durante a temporada de praia de Itacajá.
A experiência foi marcada pelo sucesso nas vendas e mostrou outra faceta de uma jovem que divide sua rotina entre a família, a confeitaria e a produção de conteúdo para as redes sociais.
Microempreendendora , chefe de família e influenciadora, Sthella vem construindo sua trajetória de maneira independente e agora também deixa sua contribuição para a memória de Itacajá.
Histórias que ficam
Em uma época em que grande parte das lembranças acaba se perdendo com o passar dos anos, iniciativas como a de Sthella ajudam a preservar relatos que dificilmente seriam encontrados em livros ou documentos oficiais.
São histórias contadas por quem viveu. Pessoas que conhecem Itacajá não apenas como um lugar no mapa, mas como o cenário de suas próprias vidas.
O projeto “Histórias que Merecem ser Contadas” transforma essas lembranças em registros que podem ser revisitados e compartilhados, aproximando diferentes gerações e mostrando que a história de uma cidade também é construída pelas histórias de seus moradores.
E, em Itacajá, uma jovem de apenas 25 anos decidiu usar sua voz e suas redes sociais justamente para garantir que essas histórias continuem sendo contadas.
(Matéria: Javan Quixabeira)
