
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) recomendou que o prefeito de Lagoa da Confusão, Thiago Soares Carlos (União Brasil), exonere dois integrantes da administração municipal após identificar possíveis irregularidades nas nomeações. Entre os casos apontados está o de uma servidora que, segundo o órgão ministerial, possui vínculo de parentesco com o chefe do Executivo, situação que pode caracterizar prática de nepotismo.
A recomendação, assinada pela promotora de Justiça Janete de Souza Santos Intigar e publicada no Diário Oficial do Ministério Público, estabelece o prazo de 10 dias para a exoneração da servidora identificada apenas pelas iniciais E. M. C. S. O documento não informa o cargo ocupado por ela nem o grau de parentesco com o prefeito.
O MPTO também recomendou a exoneração do secretário municipal de Infraestrutura, Marilzan Rodrigues de Brito. Conforme a promotoria, ele não atenderia aos requisitos técnicos exigidos para exercer a função. Dados do Portal da Transparência apontam que o secretário foi nomeado em março de 2024 e atualmente recebe remuneração de R$ 8,5 mil.
Além das exonerações, o Ministério Público orientou o prefeito a não realizar novas nomeações ou contratações que possam configurar nepotismo ou contrariar os princípios da administração pública. A recomendação reforça a necessidade de observância aos critérios legais e constitucionais na ocupação de cargos públicos.
Até o momento, a Prefeitura de Lagoa da Confusão não se manifestou sobre a recomendação. O espaço segue aberto para que o prefeito e a administração municipal apresentem esclarecimentos sobre os fatos apontados pelo Ministério Público.