
A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), por meio da 84ª Delegacia de Polícia Civil de Formoso do Araguaia, concluiu as investigações e indiciou um homem de iniciais W.O.V., de 22 anos que reside em Formoso do Araguaia, pela prática de crimes sexuais contra adolescentes. O investigado está preso desde o início de janeiro de 2026, quando foi detido em flagrante delito.
O delegado-chefe da 84ª DP e responsável pelo caso, Victor Ulhoa, ressalta que as investigações tiveram início após um pai descobrir, no celular do filho adolescente, conversas de teor sexual trocadas com o investigado pelo WhatsApp. A partir dessa comunicação, a 84ª Delegacia apurou que W.O.V., mantinha contato com múltiplos adolescentes do sexo masculino, todos seus conhecidos, adotando sempre o mesmo padrão: abordava as vítimas por aplicativo de mensagens, conduzia progressivamente a conversa para conteúdo sexual, solicitava a produção e o envio de vídeos e fotos íntimas e oferecia pagamento em dinheiro pelo material, via pix.
“As investigações demonstraram um padrão sistemático e reiterado de exploração sexual de adolescentes. O investigado se valia de relações de amizade e confiança prévia para abordar as vítimas, utilizava o dinheiro como instrumento de coerção e ainda deletava suas próprias mensagens durante os diálogos, demonstrando plena consciência da ilicitude das suas condutas”, afirmou o delegado Victor Lazaro Ulhoa.
A análise pericial do celular apreendido com o investigado, realizada pelo Núcleo Especializado de Computação Forense da Polícia Científica do Tocantins, confirmou a existência de extenso acervo de vídeos e fotografias de conteúdo pornográfico envolvendo as vítimas adolescentes, além de conversas nas quais o investigado combinava encontros sexuais presenciais e exigia sigilo das vítimas em relação aos seus familiares.
“A análise pericial do celular confirmou tudo o que as vítimas vivenciaram. O material encontrado é extenso e grave, e a investigação foi conduzida com o cuidado que casos dessa natureza exigem, especialmente pela condição de vulnerabilidade das vítimas”, destacou a autoridade policial.
Diante dos fatos, o indivíduo foi indiciado pelos crimes de produção de pornografia infantil, transmissão e armazenamento de material pornográfico envolvendo adolescentes, aliciamento de adolescentes para a prática de atos libidinosos e exploração sexual de menores de 18 anos mediante remuneração, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
“O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para que o Ministério Público avalie o oferecimento de denúncia criminal”, finalizou o delegado Victor Lazaro.
Por se tratar de crimes praticados contra adolescentes, o processo tramita em segredo de justiça. A identificação das vítimas por qualquer meio é expressamente proibida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, sob pena de responsabilização penal e civil.
Denúncias de crimes contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, de forma gratuita e anônima, 24 horas por dia.