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Secretária de Saúde de Palmas é presa em nova fase da Operação Falsa Emergência

Polícia Civil cumpre prisões preventivas e aprofunda investigação sobre supostas irregularidades no contrato de R$ 139 milhões para gestão das UPAs da Capital

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Redação | Notícia Tocantins
10/06/2026 às 15h42
Secretária de Saúde de Palmas é presa em nova fase da Operação Falsa Emergência

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), uma nova fase da Operação Falsa Emergência e cumpriu mandados de prisão preventiva contra a secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, além de outros investigados apontados como envolvidos em supostas irregularidades relacionadas ao contrato firmado para a administração das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da Capital.

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Também foram alvos das medidas judiciais o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, e Cláudia Fernanda Cândido da Silva, ligada à entidade responsável pela gestão das unidades de saúde. Conforme informado pela Polícia Civil, as prisões foram autorizadas pela Justiça após representação da autoridade policial e manifestação favorável do Ministério Público do Tocantins.

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A operação é um desdobramento das investigações iniciadas em maio deste ano, quando a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na Secretaria Municipal da Saúde e em outros endereços ligados aos investigados. Na ocasião, a corporação informou que apurava possíveis crimes de falsidade ideológica e a suposta inserção de informações irregulares em documentos utilizados para formalizar a parceria entre o município e a organização social contratada para gerir as UPAs.

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No centro da investigação está o Termo de Colaboração nº 001/2026, firmado entre a Prefeitura de Palmas e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. O contrato, estimado em R$ 139,1 milhões para um período de 12 meses, transferiu à entidade a administração das UPAs Norte e Sul da Capital. Desde sua assinatura, o acordo tem sido alvo de questionamentos por órgãos de controle, entidades representativas e ações judiciais.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos ao longo da investigação apontam para a possível utilização de documentos que teriam conferido aparência de legalidade ao procedimento administrativo que resultou na contratação da entidade responsável pela gestão das unidades de pronto atendimento. As diligências buscam esclarecer a participação de cada investigado e identificar eventuais prejuízos à administração pública.

Em nota, a Prefeitura de Palmas informou que acompanha o andamento da operação e aguarda acesso integral aos autos para se manifestar oficialmente sobre as medidas adotadas pela Justiça e pelas forças de investigação. A administração municipal também declarou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos.

A Operação Falsa Emergência segue em andamento e novas diligências não estão descartadas. A Polícia Civil informou que as investigações continuam sob sigilo para preservar a coleta de provas e o aprofundamento das apurações.

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