
A nova restrição de tráfego na Ponte Leôncio Miranda, sobre o Rio Tocantins, na BR-235/TO, em Pedro Afonso, voltou a gerar preocupação, insegurança e revolta entre moradores, produtores rurais e motoristas que dependem diariamente da estrutura para trafegar pela região norte do Tocantins. Inaugurada em 21 de dezembro de 2007, a ponte, que deveria representar desenvolvimento e segurança, tem se tornado motivo de constantes pesadelos para quem precisa passar pelo trecho.
Alvo frequente de reclamações da população, a ponte vem passando por inúmeras vistorias realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Em praticamente todas as intervenções, o órgão adota o sistema “pare e siga” e promove interdições parciais, mas sem apresentar de forma objetiva e transparente qual é a real situação estrutural da ponte.
A mais recente medida aconteceu na última segunda-feira, 18, quando o DNIT voltou a restringir o tráfego no local e proibiu a passagem de veículos de carga acima de quatro toneladas. A decisão aumentou ainda mais a apreensão de moradores e transportadores, principalmente diante da ausência de informações técnicas claras sobre os riscos existentes na estrutura.
Apesar das constantes inspeções, o DNIT ainda não esclareceu publicamente se a ponte apresenta risco estrutural grave, possibilidade de desabamento ou se os problemas identificados já foram definitivamente solucionados. A falta de transparência tem gerado críticas e aumentado o clima de insegurança entre pessoas que utilizam diariamente a rodovia federal.
Diante da situação, o Portal Notícia Tocantins entrou em contato com o DNIT solicitando esclarecimentos oficiais sobre a real condição da Ponte Leôncio Miranda, os possíveis riscos à população e quais medidas definitivas estão sendo adotadas para garantir a segurança no trecho. Até o fechamento desta matéria, o órgão ainda não havia se pronunciado. Novas informações serão divulgadas assim que houver resposta oficial.