
O cenário político do Tocantins ganhou um novo capítulo no último sábado, 4, com a confirmação de que o governador Wanderlei Barbosa permanecerá no cargo até o fim do mandato. A decisão encerra de vez as especulações sobre uma possível renúncia para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
Mesmo após declarações públicas do próprio governador descartando a possibilidade de deixar o cargo, os bastidores da política e parte da imprensa ainda alimentavam a expectativa de uma mudança de última hora. Com o encerramento do prazo legal para desincompatibilização, no entanto, qualquer hipótese de saída foi definitivamente descartada.
Com isso, Wanderlei Barbosa ao término do seu mandato, passará a integrar um grupo restrito na história política do estado: o dos governadores que conseguiram concluir seus mandatos. Em um cenário marcado por cassações, renúncias e afastamentos judiciais, ele se torna o quinto gestor a alcançar esse feito.
Pela ordem cronológica, o primeiro a completar um mandato foi Siqueira Campos, entre 1989 e 1991. Na sequência, Moisés Avelino governou de 1991 a 1994. O próprio Siqueira Campos voltou a concluir mandato entre 1999 e 2002. Depois, Marcelo Miranda finalizou sua gestão entre 2003 e 2006. Agora, Wanderlei Barbosa entra para essa lista e deverá transmitir a faixa ao eleito em 2026.
Por outro lado, a trajetória política do Tocantins também é marcada por episódios de interrupção de mandatos. Em 1998, Siqueira Campos renunciou ao governo. Em 2009, Marcelo Miranda teve o mandato cassado pela Justiça, em 2014 Siqueira voltou a deixar o cargo, abrindo espaço para que Sandoval Cardoso assumisse o comando do Executivo, em 2018 Marcelo Miranda volta a ser cassado pela justiça. Já em 2021, Mauro Carlesse foi afastado por decisão judicial e acabou renunciando para evitar um processo de impeachment na Assembleia Legislativa.
A análise revela um dado curioso: o Tocantins passa a registrar o mesmo número de governadores que concluíram mandato e aqueles que não conseguiram finalizar suas gestões, totalizando cinco em cada grupo.
Cabe destacar que, ao longo desses episódios, outros nomes chegaram a comandar o Estado de forma interina, como vice-governadores e presidentes da Assembleia Legislativa. No entanto, esses casos não foram considerados neste levantamento, que leva em conta exclusivamente os governadores eleitos e a conclusão integral de seus mandatos.
O levantamento tem como base estudos do historiador Junior Batista, professor e autor de obras voltadas à história e geografia do Tocantins, reconhecido por sua atuação em instituições de ensino e cursos preparatórios em todo o país.
(Matéria: Javan Quixabeira | Notícia Tocantins)