
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 57ª Delegacia de Polícia de Pium, com apoio da 59ª Delegacia de Cristalândia, deflagrou na manhã desta sexta-feira, 6, a quarta fase da Operação Viúva Negra, que investiga o duplo homicídio do casal de pastores Francilene de Sousa Reis e Silva, de 42 anos, e Dorvalino das Dores da Silva, de 63 anos, ocorrido em junho de 2025, no Assentamento Pericatu, zona rural do município de Pium.
Nesta etapa da operação, foi cumprido mandado de busca e apreensão na cidade de Palmas, resultando na apreensão de um aparelho celular que será submetido à perícia técnica. Durante as diligências, outros dois indivíduos foram identificados, localizados e ouvidos pelos investigadores.
As apurações apontam que os três alvos desta fase participaram diretamente das negociações e do fornecimento da arma de fogo utilizada na execução do casal. A Polícia Civil agora trabalha para esclarecer se esses investigados tinham conhecimento da finalidade criminosa para a qual a arma foi adquirida.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Jeannie Daier de Andrade, todos os envolvidos nas tratativas que antecederam o crime já foram identificados e ouvidos. Com o material apreendido nesta fase, a investigação entra na etapa final de análises periciais, que serão fundamentais para a conclusão do inquérito policial.
As investigações tiveram início logo após o assassinato do casal de pastores, crime que causou forte comoção na comunidade local. A partir de levantamentos de inteligência, oitivas e perícias técnicas, a Polícia Civil concluiu que o duplo homicídio foi premeditado e motivado por conflitos de ordem pessoal e familiar.
De acordo com o que foi apurado, a ex-nora das vítimas é apontada como a mandante do crime. Ela teria planejado a execução por não aceitar o fim do relacionamento com o filho do casal, articulando toda a ação criminosa e intermediando contatos para viabilizar o homicídio.
O companheiro da investigada foi identificado como o executor direto, responsável pelos disparos que resultaram na morte do casal. Já um terceiro envolvido, preso em fase anterior da operação, deu suporte logístico à ação, auxiliando na fuga e no deslocamento do executor, além de colaborar com a dinâmica do crime.
Os três primeiros investigados foram presos nas fases iniciais da Operação Viúva Negra e seguem detidos preventivamente, à disposição do Poder Judiciário.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou ainda outros colaboradores que teriam participado do fornecimento da arma de fogo utilizada no crime. A quarta fase da operação foi deflagrada justamente para aprofundar essa linha investigativa, identificar todos os partícipes e fortalecer o conjunto probatório.
A Polícia Civil do Tocantins reforça que as investigações continuam até a completa elucidação dos fatos e a conclusão definitiva do inquérito policial.
(Matéria: Javan Quixabeira)