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Retorno ao ambiente escolar exige atenção à saúde mental de crianças e adolescentes

Saúde emocional.

JAVAN QUIXABEIRA
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Redação | Noticia Tocantins
27/01/2026 às 15h21 Atualizada em 27/01/2026 às 15h24
Retorno ao ambiente escolar exige atenção à saúde mental de crianças e adolescentes
Foto: Reprodução Redação / Notícia Tocantins

O retorno às aulas representa um período importante de readaptação para crianças e adolescentes, especialmente após o recesso escolar, quando a rotina tende a se tornar menos estruturada. Durante as férias, é comum o aumento do tempo de exposição às telas e a redução das interações sociais presenciais, fatores que podem tornar a volta ao ambiente escolar mais sensível do ponto de vista emocional.

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O contraste entre a liberdade do período de descanso — muitas vezes marcada por longas horas em dispositivos digitais — e a retomada das atividades escolares pode provocar estranhamento, insegurança e ansiedade. Essa situação é ainda mais perceptível entre crianças e jovens que enfrentam dificuldades para retomar vínculos sociais, lidar com expectativas acadêmicas e reorganizar hábitos.

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"A ansiedade, nesse momento, está frequentemente associada ao receio com o desempenho escolar, às relações interpessoais e à dificuldade de lidar com expectativas quanto ao novo contexto que vão vivenciar, o que torna o retorno à rotina escolar um processo mais delicado", explica Katia Chedid, líder do Departamento de Governança Educacional da Fundação Bradesco.

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Pesquisas realizadas pela British Standards Institution, órgão nacional de normas do Reino Unido, apontam que 47% dos jovens entre 16 e 21 anos afirmam que um toque de recolher nas redes sociais melhoraria suas vidas. Para Katia, saúde mental e aprendizagem caminham juntas. "A saúde socioemocional é um pilar fundamental para a aprendizagem. Alunos emocionalmente acolhidos conseguem lidar melhor com desafios, desenvolver autoconfiança, ter autonomia, além de manter maior concentração em sala de aula e o engajamento escolar", destaca.

Dados do Relatório Saúde Mental em Dados, do Ministério da Saúde, revelam que, na última década, os atendimentos em saúde mental cresceram quase 2.500%, chegando a 3.300% entre jovens de 15 a 19 anos, reforçando a importância do cuidado emocional nesse período de retorno às aulas.

O fortalecimento do convívio coletivo e o apoio familiar são apontados como fundamentais nesse processo de readaptação. Com esse objetivo, a Fundação Bradesco desenvolve, a cada ciclo de volta às aulas, ações ao longo de aproximadamente um mês para reduzir os impactos da retomada da rotina escolar.

Segundo Katia, o acolhimento no ambiente educacional é essencial para esse processo. "Nas escolas da Fundação Bradesco, a volta às aulas inclui um mês de acolhimento, com atividades, livros e estratégias que promovem pertencimento e retomam as interações reais, em parceria com as famílias dos alunos", ressalta.

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