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Alunos da rede estadual ficam sem aulas há mais de duas semanas por falta de transporte escolar em Itapiratins
Educação Precária
03/10/2025 16h46 Atualizada há 11 meses
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Redação | Noticia Tocantins
Van que seria utilizada para transportar os alunos, mas nunca conseguiu concluir o trajeto. Foto: Divulgação

 

Estudantes da zona rural do município, da região Gurita, percorrem diariamente cerca de 30 km até a cidade para frequentar a Escola Estadual Rezende de Almeida. No entanto, há mais de duas semanas, eles estão impossibilitados de comparecer às aulas por causa da ausência de transporte escolar adequado.

A situação teve início após sucessivas falhas no ônibus responsável pelo trajeto, que frequentemente apresentava problemas mecânicos. Diante das reclamações de pais e alunos, o veículo foi substituído por uma van, mas a troca não resolveu a questão. No primeiro dia de funcionamento, a van já apresentou falhas e desde então não conseguiu completar nenhuma viagem, deixando dezenas de estudantes sem acesso às salas de aula.

Entre os prejudicados estão alunos do 6º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, que perderam provas e conteúdos importantes nesse período.

Dayane, mãe de um dos estudantes, relatou à nossa reportagem a preocupação com o futuro dos filhos:
“Tínhamos um ônibus que constantemente apresentava problemas e ficava um, dois dias, às vezes até mais, sem transportar os alunos. Fizemos várias reclamações e trocaram o ônibus por esta van. Porém, piorou, pois a van já apresentou falhas no primeiro dia e nunca conseguiu completar uma viagem. Meu filho já está há quase duas semanas sem aulas. É uma situação triste. Hoje a Secretaria de Estado da Educação entrou em contato comigo e me garantiu que segunda-feira,06, o problema será resolvido. Estamos na expectativa para que isso seja solucionado o quanto antes.”

A mãe também destacou que, em alguns casos, alguns estudantes conseguem utilizar uma van do município. No entanto, essa alternativa não atende a mesma rota, deixando parte dos alunos desassistidos. “Não é suficiente para todos, e o município não consegue atender essa demanda”, afirmou.

Enquanto isso, pais e alunos vivem a incerteza de quando as aulas poderão ser retomadas normalmente. Nossa equipe segue acompanhando o caso.

(Matéria: Javan Quixabeira).

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