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Ministério Público interpõe recurso contra decisão que pôs em liberdade policiais civis suspeitos de integrar ‘grupo de extermínio’
MPTO sustenta que homicídios foram cometidos por motivo torpe e com “a intenção de promover uma ‘limpeza social’ em Palmas”
19/06/2023 13h58 Atualizada há 3 anos
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: MP-TO
MPTO sustenta que homicídios foram cometidos por motivo torpe e com “a intenção de promover uma ‘limpeza social’ em Palmas”, Foto: Divulgação

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) interpôs recurso contra a decisão judicial que colocou em liberdade sete policiais civis, presos durante a ‘Operação Caninana’. Para o órgão ministerial, a soltura não encontra respaldo nas provas dos autos e a liberdade dos réus põe em risco a segurança da sociedade e das testemunhas do processo.

Os fundamentos do recurso serão apresentados na oportunidade do oferecimento das razões recursais, dentro do prazo legal.

A operação foi deflagrada em junho do ano passado com objetivo de desmantelar um suposto “grupo de extermínio” formado por policiais civis do Tocantins. As investigações apontaram que o grupo seria responsável por cinco mortes, ocorridas em março de 2020.

O MPTO sustenta que os homicídios foram cometidos por motivo torpe e com “a intenção de promover uma ‘limpeza social’ em Palmas” -- todas as vítimas tinham antecedentes criminais.