Cidades Memória Itacajá
Sthella Portilho transforma histórias de moradores de Itacajá em memória viva por meio de projeto independente
Influenciadora, confeiteira e mãe de família criou o projeto “Histórias que Merecem ser Contadas”, que reúne relatos de pessoas que ajudaram a construir a história do município
12/08/2026 06h21 Atualizada há 3 horas
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Redação | Noticia Tocantins

Em Itacajá, na região norte do Tocantins, histórias que por muitos anos permaneceram guardadas na memória de seus moradores estão ganhando voz, espaço e reconhecimento. A iniciativa é da influenciadora digital Sthella Portilho, de 25 anos, que criou o projeto “Histórias que Merecem ser Contadas”, uma produção independente que busca registrar, por meio de vídeos, relatos de pessoas que têm uma relação direta com a história do município.


Nascida e criada em Itacajá, Sthella decidiu transformar em projeto uma ideia que, segundo ela, nasceu do desejo de valorizar as pessoas que ajudaram e ainda ajudam a construir a trajetória da cidade.

A proposta é simples, mas carregada de significado: sentar diante de moradores antigos, comerciantes, trabalhadores e pessoas que possuem uma ligação especial com Itacajá e ouvir suas histórias. São depoimentos que revelam lembranças, desafios, conquistas e momentos marcantes vividos ao longo dos anos.

Para Sthella, registrar essas experiências é também uma forma de preservar a identidade do município e garantir que as próximas gerações possam conhecer um pouco mais sobre aqueles que fizeram parte dessa caminhada.


O projeto ‘Histórias que Merecem Ser Contadas’ nasceu, antes de tudo, no coração de Deus. E, como alguém que nasceu e cresceu em Itacajá, eu senti que precisava fazer esse projeto acontecer. Nossa cidade é repleta de homens e mulheres batalhadores, que carregam histórias de luta, coragem, superação e muita dedicação. São histórias que não podem se perder no tempo, porque merecem ser conhecidas, valorizadas e, principalmente, servir de inspiração e aprendizado para as futuras gerações.” Disse Sthella Portilho.

Um projeto feito de forma independente

O “Histórias que Merecem ser Contadas” não nasceu de uma iniciativa institucional nem conta com apoio financeiro ou estrutura do poder público. O projeto é totalmente privado e partiu da própria Sthella, que vem produzindo e divulgando os depoimentos em seu perfil no Instagram: @sthellamportilho.

Mais do que produzir conteúdo para as redes sociais, a influenciadora encontrou uma maneira de utilizar sua presença digital para construir um verdadeiro acervo de memórias de Itacajá.


Cada entrevista apresenta uma perspectiva diferente sobre a cidade. São lembranças de quem acompanhou mudanças, conheceu diferentes gerações e vivenciou momentos que fazem parte da história de uma comunidade que, apesar de pequena e pacata, possui uma rica trajetória construída por seu povo.

Da confeitaria às redes sociais

Antes de estar à frente das câmeras contando histórias de outros moradores, Sthella já é conhecida em Itacajá pelo trabalho que desenvolve como confeiteira.

Mãe de família e chefe de casa, ela trabalha com encomendas e conquistou espaço com seus doces, salgados e guloseimas. O talento na cozinha também ganhou as ruas neste ano, quando Sthella decidiu montar, pela primeira vez, uma barraca durante a temporada de praia de Itacajá.

A experiência foi marcada pelo sucesso nas vendas e mostrou outra faceta de uma jovem que divide sua rotina entre a família, a confeitaria e a produção de conteúdo para as redes sociais.

Microempreendendora , chefe de família e influenciadora, Sthella vem construindo sua trajetória de maneira independente e agora também deixa sua contribuição para a memória de Itacajá.

Histórias que ficam

Em uma época em que grande parte das lembranças acaba se perdendo com o passar dos anos, iniciativas como a de Sthella ajudam a preservar relatos que dificilmente seriam encontrados em livros ou documentos oficiais.


São histórias contadas por quem viveu. Pessoas que conhecem Itacajá não apenas como um lugar no mapa, mas como o cenário de suas próprias vidas.


O projeto “Histórias que Merecem ser Contadas” transforma essas lembranças em registros que podem ser revisitados e compartilhados, aproximando diferentes gerações e mostrando que a história de uma cidade também é construída pelas histórias de seus moradores.


E, em Itacajá, uma jovem de apenas 25 anos decidiu usar sua voz e suas redes sociais justamente para garantir que essas histórias continuem sendo contadas.

(Matéria: Javan Quixabeira)

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