Segurança Pública Rede de Proteção
Governo do Tocantins fortalece rede de proteção às mulheres indígenas com ação na Ilha do Bananal
Projeto “Cuidando da Mulher Indígena” promove atendimentos, rodas de conversa e fortalecimento institucional em aldeias da Terra Indígena Parque do Araguaia
14/05/2026 14h16
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Governo Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot) integra a Rede de Proteção à Mulher Indígena juntamente com outras instituições com o objetivo de desenvolver ações dentro dos territórios para combater a violência contra as mulheres indígenas. 

Por atuar diretamente dentro dos territórios das comunidades, a Sepot desenvolveu o Fórum de Proteção à Mulher Indígena. Através da ação, a equipe de Proteção à Mulher Indígena leva escuta qualificada e debate políticas públicas para combater a violência contra as mulheres indígenas. Por meio do Fórum, a Sepot debate o machismo estrutural, a violência de gênero e a importância da representatividade das mulheres nas decisões políticas das comunidades.

Considerando as especificidades culturais de cada comunidade indígena, a Sepot desenvolveu o chamado “Violentômetro”, um informativo entregue durante os eventos, que alerta para os sinais de violência, traduzido para as línguas indígenas Avá-Canoeiro, Krahô, Akwê Xerente, Javaé, Karajá, Apinajé e português. A tradução só foi possível através da articulação da Sepot com as lideranças indígenas.

A coordenadora de Proteção à Mulher Indígena da Sepot, Patrícia Maia, destacou a importância da atuação conjunta das instituições na prevenção e combate à violência. “O machismo estrutural nas sociedades indígenas tocantinenses, muitas vezes inconsciente, perpetua a desigualdade de gênero e a opressão das mulheres em diversas esferas do meio em que vivem, gerando menor representação política, sobrecarga com tarefas domésticas e, como consequência, a violência doméstica”, ressaltou.

Projeto Cuidando da Mulher Indígena

No mês de abril, a Rede de Proteção à Mulher Indígena realizou o projeto Cuidando da Mulher Indígena, na Aldeia Txuiri, localizada na Terra Indígena Parque do Araguaia, na Ilha do Bananal, município de Formoso do Araguaia.

A ação foi idealizada a partir da necessidade de fortalecimento da rede de proteção às mulheres indígenas tocantinenses, diante dos diversos tipos de violência enfrentados por essas populações. O projeto reuniu instituições estaduais, federais e lideranças indígenas em uma grande mobilização de enfrentamento à violência de gênero e promoção da dignidade das mulheres indígenas.

Durante a programação do projeto, as aldeias Txuiri e Canuanã receberam diversos atendimentos e atividades voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher indígena como rodas de conversa educativas, escuta qualificada, apresentações culturais, cânticos e danças tradicionais indígenas, além de ações lúdicas para as crianças e serviços de cuidado pessoal, como cortes de cabelo.

As desigualdades de gênero ainda são sustentadas por normas culturais e estruturas sociais que limitam oportunidades e reforçam estereótipos, impactando diretamente a vida das mulheres indígenas. Muitas enfrentam dificuldades para acessar a educação e conciliar as responsabilidades familiares com a vida pessoal e profissional.

Rede de Proteção à Mulher Indígena 

A Rede de Proteção à Mulher Indígena é formada pela Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), Secretaria da Mulher (SecMulher), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), Ministério Público Federal no Tocantins (MPF/TO), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Defensoria Pública do Tocantins (DPE/TO), Ministério Público do Tocantins (MPTO), Secretaria da Segurança Pública (SSP/TO), entre outros órgãos.

Sepot debate o machismo estrutural, a violência de gênero com homens e mulheres nas comunidades 
 
Governo do Tocantins fortalece ações de proteção e garantia de direitos às mulheres indígenas em comunidades da Ilha do Bananal