O Governo do Tocantins aprovou a concessão de incentivos fiscais para dez empresas interessadas em implantar novos empreendimentos ou expandir atividades já existentes no estado. A decisão foi tomada durante a 146ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDE), realizada nesta quinta-feira, 26.
De acordo com as informações apresentadas, os projetos contemplados somam investimentos superiores a R$ 56 milhões, com previsão de criação de aproximadamente 300 postos de trabalho distribuídos em sete municípios tocantinenses.
Entre os pedidos analisados pelo colegiado, sete são de empresas que já atuam no estado e buscam ampliar suas operações. Os demais tratam da implantação de novos negócios. Os segmentos envolvidos incluem indústria, comércio e produção agroindustrial.
Na capital, Palmas, quatro empresas foram beneficiadas — duas do setor industrial, sendo uma do ramo de panificação e outra da área metalúrgica, além de duas do comércio varejista, voltadas aos segmentos de peças automotivas e cosméticos.
Também foram aprovados incentivos para empreendimentos em diferentes regiões do estado. Em Santa Fé do Araguaia e Silvanópolis, os projetos são voltados à indústria de nutrição animal. Em Araguaína, a iniciativa contempla a fabricação de cabines e carrocerias. Já em Porto Nacional, o foco é o comércio e exportação de grãos, enquanto em Guaraí o incentivo é destinado à fabricação de móveis.
Além dos incentivos fiscais, o Conselho aprovou o aporte de R$ 2,080 milhões, oriundos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), para ações de fomento. Os recursos serão destinados a eventos e iniciativas com foco na movimentação econômica, como exposições agropecuárias nos municípios de Araguaína, Gurupi e Miracema.
Parte do investimento também será direcionada a campanhas comerciais promovidas pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Palmas e ao projeto Conecta Sul, desenvolvido pela Associação Comercial e Industrial de Taquaralto, Aurenys e Região Sul de Palmas (Acit).
O Conselho de Desenvolvimento Econômico é formado por representantes do poder público e da iniciativa privada e tem como atribuição analisar propostas relacionadas a incentivos fiscais e projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento do estado.
(Matéria: Javan Quixabeira)