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Após mortes em presídio, governador determina operação geral nos presídios e reforço da segurança em Palmas
Ação integrada das polícias Militar, Civil e Penal busca conter conflitos no sistema prisional e evitar reflexos nas ruas
28/01/2026 12h41
Por: JAVAN QUIXABEIRA Fonte: Redação | Noticia Tocantins

Após o confronto que resultou na morte de dois presos dentro da Unidade Penal Regional de Palmas (UPRP), o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, determinou a deflagração de uma operação preventiva em todas as unidades prisionais do Estado e o reforço imediato da segurança pública na Capital. A decisão foi tomada durante reunião realizada na última terça-feira, 27, com representantes das secretarias de Cidadania e Justiça (Seciju), Segurança Pública (SSP) e da Polícia Militar do Tocantins (PMTO).

A medida tem como objetivo conter possíveis novos conflitos no sistema penitenciário e impedir que a instabilidade registrada dentro dos presídios se reflita na segurança das cidades tocantinenses, especialmente em Palmas, onde ocorreu o recente duplo homicídio durante uma movimentação interna de presos para atendimentos jurídicos.

Diante da gravidade do episódio, o governador determinou uma atuação integrada e ostensiva das forças de segurança, com reforço tanto no interior das unidades penais quanto nas ruas da Capital, visando preservar a ordem pública e transmitir resposta imediata do Estado frente à violência.

No sistema prisional, a Secretaria da Cidadania e Justiça iniciou revistas gerais nas unidades, com ações já em andamento na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas e cronograma definido para a Unidade Penal Barra da Grota, em Araguaína, e o presídio de Cariri. As operações têm foco na retirada de objetos ilícitos, como armas artesanais, drogas e aparelhos celulares, além do reforço dos protocolos de segurança e da prevenção de novos confrontos entre detentos.

A Seciju informou que as equipes estão em alerta máximo, com reforço de efetivo e suporte logístico, visando evitar qualquer escalada de violência que possa gerar instabilidade dentro das unidades e sensação de insegurança na sociedade.

Como resposta externa, a Polícia Militar do Tocantins colocou em execução a Operação Cidade Blindada em Palmas, com duração inicial de 10 dias. A ação prevê aumento da presença policial ostensiva e preventiva, com emprego de equipes de Força Tática e Patrulha Rural, além da criação de um Batalhão Virtual, que permitirá ações direcionadas a partir da análise diária da mancha criminal.

A intensificação das ações ocorre em razão direta do episódio violento registrado na CPP de Palmas, considerado um alerta máximo para as forças de segurança. O comando da PM destacou que a atuação será firme, estratégica e integrada, com foco na prevenção de crimes e resposta rápida a qualquer indício de conflito.

Paralelamente, a Secretaria de Segurança Pública informou que as áreas de inteligência atuam de forma contínua desde o dia do confronto no presídio. As ações de repressão ao crime organizado também serão intensificadas nos próximos dias, por meio de operações da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), com foco específico no enfrentamento às facções criminosas.

A ofensiva do Governo do Estado marca uma resposta direta às mortes registradas no sistema prisional e reforça a tentativa de conter, de forma preventiva, qualquer avanço da criminalidade organizada dentro dos presídios e fora deles.

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